Bem, aqui está uma review das primeiras horas de jogo e o que eu estou achando até agora do último lançamento da linha SMT. Bem, a versão que eu estou jogando, é a versão com as vozes originais, então eu não posso comentar sobre a dublagem, mas pelo que eu li, ela não é ruim.
Para começar, quem comprou o original ou vai comprar, faça um favor a si mesmo. Não abra a caixa e guarde o jogo lacrado. A Atlus como sempre produziu pouquíssimas unidades e não vai ter mais o jogo por ai em breve, então se você tem sorte de possuir uma cópia, daqui a uns 5 anos quem sabe ela não está valendo uns 100~200 dólares.

Agora sobre o jogo, bem a série Persona sembre foi sobre estudantes japoneses macabros e nessa versão eu fiquei surpreso com a tradução que a Atlus fez...e quem fez é totalmente Otaku, não estou exagerando (como eu normalmente faço), quem traduziu deve baixar anime todo dia e ler doujinshi. Sério, a maior prova disso é eles terem traduzido uma das falas com "Yukari-tan" sendo que na voz original não tem isso.
Para quem não sabe, a terminação -tan é a forma mais...Otaku (não exatamente, mas me foge a palavra) de -chan, ou seja. Para a pessoa saber isso, tem que no mínimo conhecer um pouco sobre a cultura Otaku hardcore. Ou seja, instant win por isso.
Mas voltando ao jogo, o início pode ser bem frustrante para a maioria dos jogadores, já que seu senso de liberdade é totalmente restrito a responder algumas questões escolares (sim, isso é importante aqui) e falar com algumas pessoas no seu dormitório. Mas depois do grupo de estudantes estarem reunidos, o que demora 1~2 horas mais ou menos, é que o jogo realmente começa e você pode começar a explorar a cidade.
Bem, não tendo jogado muito (estou tendo que dividir o P3 com jogadas esporádicas de Gay of War 2), mas posso garantir que o jogo tem potêncial. O character design também merece elogios, não é a toa que o jogo vem com um artbook grátis. Isso é o tipo de coisa que atrai a pessoa a comprar os jogos originais...todo mundo devia fazer isso.

Bem, falando em um ponto importante. A trilha sonora, e advinhem! Ele está de volta mais uma vez de novo! Shoji Meguro volta incrivelmente bem como sempre, desde o Digital Devil Saga eu virei fã de carteirinha dele e aqui ele continua a mandar incrívelmente bem, com as músicas jazz/rock que não deixa o clima do jogo cair em momento algum. O tema do jogo "Burn my Dread" é incrívelmente cativante e todas as outras músicas cantadas que tocam no início do jogo também são excelentes, cortesia de Yumi Kawamura.
Voltando ao jogo, eu me apego a todos os extras e esqueço do jogo, a história é interessantemente simples e fácil de acompanhar. Você é um estudante transferido e acaba sendo alojado em um dormitório temporário, lá ele conheçe duas garotas e bem...adiantando para a parte interessante. Você fica sabendo que o dia tem mais do que 24h, e que a cada dia a meia-noite, acontece a "Dark Hour" onde os humanos normais entram em seus caixões e não conseguem ver o mundo mudar, algo tipo um universo pararelo mas sem ser bem isso. Mas bem, durante a Dark Hour, existem algumas pessoas que não ficam dentro dos caixões e essas pessoas são canditadas a terem Personas, uma espécie de avatar, e essas pessoas são convidadas a ajudar a combater seres chamados Shadows, criaturas que se alimentam das pessoas que não vão para os caixões.

Eu sei que tenho a péssima habilidade de não conseguir explicar sobre o jogo...ou qualquer jogo ou anime, mas eu recomendo e garanto, se você estava como eu, sem nenhum jogo bom fazia tempo e seu passatempo favorito era ficar olhando o relógio ir mudando a cada minuto, P3 é uma pedida excelente para os fãs de RPG bem Japonês com legendas.
Alguns meses depois, foi lançado no Japão uma "expansão" chamada P3 Fes, que contém mais história, novas cut-scenes e uma dificuldade maior para a escolha dos jogadores. As chances disso sair aqui? -1%.